jul 6 2022

Como se tornar um nômade digital? Conheça brasileiras nômades

As relações de trabalho mudaram muito com o passar dos anos, se antes o comum era trabalhar com hora exata para começar e terminar o expediente, ter uma baia fixa no escritório localizado dentro de um prédio comercial no centro da cidade, em 2022 o trabalho tem se tornado muito mais flexível em diversas áreas, principalmente as da tecnologia.

Victor Hugo Brandão
Victor Hugo Brandão

17min read

Como se tornar um nômade digital? Conheça brasileiras nômades
 

 
Uma boa organização é a peça fundamental para conseguir viajar, trabalhar e aproveitar a vida como nômade digital em qualquer lugar do mundo. 


O que é ser um Nômade Digital? 


As relações de trabalho mudaram muito com o passar dos anos, se antes o comum era trabalhar com hora exata para começar e terminar o expediente, ter uma baia fixa no escritório localizado dentro de um prédio comercial no centro da cidade, hoje, em 2022 o trabalho tem se tornado muito mais flexível em diversas áreas.

Isso permitiu que novas metas de trabalho ideal surgissem, e cada vez mais pessoas buscam o modelo de não precisar de local físico para trabalhar, apenas um café (ou cerveja) e conexão com a internet. Ou seja, as paredes do seu “prédio” são os cantos do mundo, e sua baia de escritório, um país diferente.

Essa condição de trabalho tem nome: nomadismo digital

Segundo o dicionário Aurélio, nômades são povos que, por não pertencerem a determinado lugar, andam vagueando sem fixar residência.

Tal definição pode dar uma pista do que estamos falando.

Sem estar de férias, o nômade digital pode trocar de casa, de estado e até de país com frequência, tem a liberdade de conhecer novos lugares e pessoas, criando memórias e tendo diversas experiências que levam consigo para a vida toda. 

 

O momento do nômade digital chegou


Mesmo que o termo nômade digital já venha sendo utilizado desde os anos 90, essa forma de viver o trabalho começou a ganhar notoriedade com o avanço da tecnologia e o barateamento das viagens, porém, após a pandemia de 2020, a chave virou de vez. Diversas empresas espalhadas por todo o mundo perceberam o óbvio, muitos trabalhos não precisam ser feitos de forma 100% presencial. 

As companhias que insistem em voltar para o modo tradicional de trabalho, sem perceber que agora o mundo está diferente, acabam fadadas a perder os melhores profissionais, principalmente nas áreas em que o mercado está com grande demanda, como o da tecnologia por exemplo.

Na nossa geração, a liberdade é um item cada vez mais valorizado, e com ela vem a autonomia para se trabalhar com a autonomia e priorizando a felicidade.

 Programação, o caminho das pedras 


Se posso afirmar uma profissão que combina com o estilo de vida de um nômade digital, sem dúvidas essa profissão seria a de programador.

Além de grande parte dos programadores e empresas de desenvolvimento serem mais cabeça aberta a adotar modos alternativos de trabalho, é muito mais fácil para essa área não necessitar de trabalho presencial, o que cria um ambiente perfeito para pessoas dessa área viajarem o mundo enquanto trabalham normalmente, como qualquer pessoa.

Algumas pessoas, em busca dessa independência, buscaram mudar de área e se tornarem programadoras o quanto antes, para isso, começaram um bootcamp de programação. Uma forma rápida para quem deseja mudar de vida e garantir todos os benefícios de quem trabalha com tecnologia atualmente.

Abaixo, você pode conferir algumas entrevistas que fizemos com ex-estudantes do Le Wagon, o bootcamp de programação melhor avaliado do mundo por sites conceituados como Career Karma e Course Report.
Qual caminho para ser um nômade digital?

A primeira que entrevistamos é a Camila Stano, ex-aluna que já foi gerente comercial e hoje é uma Full-stack Developer que viaja o mundo.

Camila é uma Digital Nomad


Confira o bate-bola que batemos com ela:

Oi, Camila, para começar, como você conheceu o bootcamp do Le Wagon?


Uma vez que decidi que faria um bootcamp, comecei a buscar por cursos que me passassem segurança na metodologia e foi então que descobri o Le Wagon.

E como conseguiu a sua vaga atual?


Consegui por indicação de uma amiga, que inclusive conheci durante o curso da Le Wagon! Alô, Bea!

Já pensava em se tornar digital nômade antes do bootcamp?


Sim! Eu sempre gostei muito de viajar e fazer o bootcamp tornou esse estilo de vida possível! É como dizem, Le Wagon muda a sua vida.

Viajar o mundo é um dos melhores benefícios em ser nômade


Qual é o maior desafio e a maior facilidade em ser um Digital Nomad?

Acho que um desafio é encontrar sua rotina, colocar tudo no lugar de forma fácil quando está viajando. Mas que ao meu ver depois do terceiro destino já fica bem mais prático.
Então quando chego em um lugar a primeira missão é fazer tudo encaixar, é montar o escritório, checar internet, adaptar o que precisar e cada
vez mais isso se torna mais fluído. 

Já facilidade, é bem plural! Sinto que tudo fica mais possível e com mobilidade, tenho muito mais opção desde como estou agora, viajando pelos balcãs/turquia, quanto poder ir visitar minha familia que mora em outra cidade e passar dias com eles por exemplo.

No seu país é necessário algum visto especial?

Não, pois não estou passando mais que o tempo de turismo no país. Fico entre 2 a 4 semanas em cada país, e todos até aqui não exigem vistos para brasileiros.

Planeja voltar a trabalhar no Brasil?

Eu continuo trabalhando para o Brasil, e por enquanto mantenho meu apartamento em São Paulo, então a resposta curta é: sim.
Porém espero continuar por tempos com essa mobilidade de ir e vir.

Que conselho você dá para quem quer fazer o bootcamp e se tornar um nômade digital?

Se joga! Aproveita o curso ao máximo, e siga/converse com pessoas com o mesmo estilo de vida, assim já vai entendo como funciona
a dinâmica e se organizando. Muitas empresas, inclusive no BR, são abertas para modelo Remoto. E se está com medo de ir pra longe,
como vai funcionar e afins, vai treinando por perto.

Fizemos também as mesmas pergunta para Beatriz Fernandes, outra ex-aluna do Le Wagon e amiga da Camila
Um dos maiores hobbies de Beatriz é viajar!

Beatriz, como conheceu o bootcamp do Le Wagon?

Pesquisando por possibilidades de cursos quando decidi que queria aprender a programar, encontrei o bootcamp do Le Wagon e comecei a ver alguns vídeos de ex-alunos contando suas trajetórias. Daí percebi que algumas eram bem parecidas com a minha e que o bootcamp tinha ajudado eles a conseguir exatamente o eu queria, então decidi seguir pelo mesmo caminho e começar o bootcamp.

Como conseguiu a sua vaga atual?

Logo após terminar o bootcamp comecei a aplicar para várias vagas via linkedin, tanto para entender melhor como eram os processo seletivos como para ir praticando com os testes técnicos. Um dos processos que fiz foi o da RD, onde trabalho hoje.

Já pensava em se tornar digital nômad antes do bootcamp?

Sim, foi uma das minhas motivações quando decidi que queria migrar para a área de tecnologia e aprender a programar. Sabia que queria um trabalho que me permitisse estar em qualquer lugar do mundo e depois de pesquisar muito, vi que como desenvolvedora de software isso seria possível.

Qual é o maior desafio e a maior facilidade em ser um Nômade Digital?

Acredito que o maior desafio seja conciliar a rotina de trabalho com a vontade de passear e aproveitar a vida nova no lugar onde estou. Requer muita disciplina e organização. Afinal, não é como se eu estivesse viajando a passeio ou de férias. Tenho minha rotina, meus horários de trabalho, minha vida normal. A diferença é que durante meu tempo livre consigo passear e conhecer o lugar onde estou através de um olhar muito mais próximo a um olhar ‘local’ do que de turístico.

No seu país é necessário algum visto especial?

Como decidi começar essa aventura pelo Uruguai e em seguida Argentina, não precisei me preocupar com nenhum visto especial. Mas isso também está relacionado ao tempo de permanência em cada um desses lugares: fiquei 3 meses em cada um. Se decidisse ficar mais tempo, já teria que lidar com uma burocracia maior relacionada à vistos e permissões de residência.

Planeja voltar a trabalhar no Brasil?

No momento estou no Brasil, depois de passar seis meses fora. Esse já era meu objetivo inicial, poder ficar um tempo fora e voltar para o Brasil antes de viajar novamente. Trabalho para uma empresa do Brasil, minha família está toda aqui e grande parte da minha vida também. Acredito que essa flexibilidade de poder decidir onde quero ficar mas sempre tendo para onde voltar é essencial.
__

Que conselho você dá para quem quer fazer o bootcamp do Le Wagon e se tornar um nômade digital?

Se organize. Uma boa organização é a peça fundamental para conseguir viajar, trabalhar e aproveitar a vida como nômade digital em qualquer lugar do mundo. Entenda quais são suas prioridades no que diz respeito à escolha do país, tipo de moradia, tipo de vida que quer levar. Estabelecer uma rotina também é fundamental, afinal não estamos falando de uma viagem curta: são meses fora de casa, trabalhando 8 horas por dia, 5 dias por semana. Pesquise muito sobre o país antes de ir e tenha sempre muito claro seu objetivo em primeiro lugar, isso ajuda a elencar prioridades e tomar decisões tanto na preparação da viagem quanto durante. 

Como vimos, o primeiro passo para se tornar um nômade digital é procurar uma profissão que abrace isso e seja confortável para todos os envolvidos. 

Faça como Camila e Beatriz, comece já o bootcamp de programação do Le Wagon, mude de vida e proclame já a sua independência.