Aviso: Esse post foi publicado originalmente no Medium.

Para quem não sabe, organizo o meetup do Ruby Ladies, iniciativa para conectar e incentivar mulheres à entrar para o mundo da programação através do Ruby. Neste mês rolou o painel “Mulheres da Tecnologia: sim elas fazem a diferença” com desenvolvedoras incríveis e histórias únicas. Foi um debate muito enriquecedor e construtivo sobre os desafios das meninas na área de tecnologia e como enfrentam diariamente o mercado e conflitos de gênero. E sim, também tivemos homens que participaram e nos ajudaram com o debate.

Primeiro de tudo, é necessário saber por quê as mulheres diminuíram a participação em uma época que a tecnologia cresceu tanto. Esse artigo da Programaria esclarece:

"Então computadores entraram na categoria de “briquedos para meninos”. O acesso e a familiaridade com essas máquinas deu aos meninos uma vantagem inicial em aulas de computação de níveis básicos. Mulheres nessas aulas estavam aprendendo programação pela primeira vez, enquanto homens estavam aperfeiçoando habilidades que desenvolveram por anos."

O que temos hoje é o reflexo de uma área majoritariamente composta por homens que afasta e repele mulheres por não serem compatíveis com o estereótipo construído pela sociedade.

Mas existem mulheres na área de tecnologia apesar disso?

SIM!

Poderia falar de centenas. Mas hoje quero falar delas: Jéssica Osko, Caroline Soares, Stefanie Melo e Gláucia Isidoro.

Esquerda para direita: Jéssica Osko, Caroline Soares, eu, Beatriz Bevilaqua, Gláucia Isidoro e Stefanie Melo.

Gláucia Isidoro é dev desde 2016. Antes disso foi empresária no ramo da moda e modelista de calçados e confessa que é uma área tão difícil para mulheres quanto é a tecnologia. Inspirada pelo irmão, resolveu ir pra programação. "Comecei na área com um curso presencial de Formação Java(Caelum), e um mês depois que terminei já estava trabalhando", ela diz.

Sobre situações de conflito de gênero, a resposta foi unânime: Todas elas já passaram por alguma situação desconfortável no ambiente de trabalho ou acadêmico, mesmo que em graus diferentes. Nada novo debaixo do sol!

E a vontade de desistir?

Não foi o que aconteceu com a Carol Soares, dev front-end e podcaster. “Eu sei onde quero chegar, e sou muito teimosa pra desistir de algo que eu quero muito”, ela afirma com bastante entusiasmo. Quem conhece o alto astral da Carol entenderá!

A Jéssica Osko, dev full stack na Entria e colaboradora do Minas Programam, teve uma realidade diferente da Carol nesse quesito. Ela comenta que passou por uma fase em que ela quase desistiu, mas um amigo a incentivou a continuar: "Agora eu estou bem e quero trazer outras mulheres comigo. É importante se unir".

Ok, não há dúvidas que estamos em uma área hostil para mulheres. O que podemos fazer como sociedade para melhorar isso?

Uma forma de diminuir esse preconceito, é acabando com a famosa “brotheragem” quando isso diminui e ofende uma mulher. Os homens precisam se opor ao machismo, mesmo se vier do melhor amigo, do pai, irmão, etc. É muito fácil para um homem falar de feminismo para nós, mulheres. Já sabemos o que é. Fale sobre isso com seus amigos.

A Carol Soares disse ser considerada privilegiada por ser branca. E argumenta: “Mas e as mulheres dentro de outras minorias? Temos que incluí-las também. Eventos e empresas com código de conduta fazem toda a diferença nesse cenário”.

Esquerda para direita: Jéssica Osko, Caroline Soares, eu, Beatriz Bevilaqua, Gláucia Isidoro e Stefanie Melo.

Gláucia Isidoro é dev desde 2016. Antes disso foi empresária no ramo da moda e modelista de calçados e confessa que é uma área tão difícil para mulheres quanto é a tecnologia. Inspirada pelo irmão, resolveu ir pra programação. "Comecei na área com um curso presencial de Formação Java(Caelum), e um mês depois que terminei já estava trabalhando", ela diz.

Sobre situações de conflito de gênero, a resposta foi unânime: Todas elas já passaram por alguma situação desconfortável no ambiente de trabalho ou acadêmico, mesmo que em graus diferentes. Nada novo debaixo do sol!

E a vontade de desistir?

Não foi o que aconteceu com a Carol Soares, dev front-end e podcaster. “Eu sei onde quero chegar, e sou muito teimosa pra desistir de algo que eu quero muito”, ela afirma com bastante entusiasmo. Quem conhece o alto astral da Carol entenderá!

A Jéssica Osko, dev full stack na Entria e colaboradora do Minas Programam, teve uma realidade diferente da Carol nesse quesito. Ela comenta que passou por uma fase em que ela quase desistiu, mas um amigo a incentivou a continuar: "Agora eu estou bem e quero trazer outras mulheres comigo. É importante se unir".

Ok, não há dúvidas que estamos em uma área hostil para mulheres. O que podemos fazer como sociedade para melhorar isso?

Uma forma de diminuir esse preconceito, é acabando com a famosa “brotheragem” quando isso diminui e ofende uma mulher. Os homens precisam se opor ao machismo, mesmo se vier do melhor amigo, do pai, irmão, etc. É muito fácil para um homem falar de feminismo para nós, mulheres. Já sabemos o que é. Fale sobre isso com seus amigos.

A Carol Soares disse ser considerada privilegiada por ser branca. E argumenta: “Mas e as mulheres dentro de outras minorias? Temos que incluí-las também. Eventos e empresas com código de conduta fazem toda a diferença nesse cenário”.

lgumas das mulheres que participaram do evento.

Já sobre a habilidade de programar, esse quesito não está atrelada ao gênero (avisem os coleguinhas do trabalho). A Stefanie Melo, dev full stack, deu essa dica pra quem quer começar a programar:

"O que eu acho legal é que aprender a programar pode ser bem acessível. Se você se considera uma pessoa auto-didata, existem vários livros na internet, cursos online e eventos para participar. Você pode se perder com as inúmeras linguagens e tecnologias que surgem todos os dias. Foque em uma linguagem de programação para começar."

As outras desenvolvedora também disseram que é preciso ter coragem de ir aos eventos. “Se você não quer ir sozinha e acha que vai ser a única mulher, leva a mãe, a tia, o papagaio, mas não deixa de ir!”.

E eu super concordo! Acredito muito que ir a eventos e conhecer pessoas que estão aonde você quer chegar é poderoso. As melhores coisas que aconteceram na minha carreira e no meu desenvolvimento pessoal vieram dessa experiência.

Girls support girls

A mensagem final que quero deixar aqui é: Precisamos nos unir e compartilhar o que vivenciamos sempre. Representatividade é extremamente importante se queremos mudar a área de tecnologia.

Gostei e quero pedir dica/ajuda/mentoria/conversar!

É só entrar no slack do Ruby Ladies através desse link pra gente trocar ideia e se inscrever no meetup para ficar sabendo sobre workshops, mentorias e mais.

Quer saber mais sobre o Bootcamp de 9 semanas do Le Wagon?