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Mapeamento das Startups de Educação no Brasil

Startups que oferecem novos modelos de educação e aprendizado

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Aviso: Esse post foi publicado originalmente no Medium.

Vou pegar carona neste que é o meu texto preferido do Mathieu, onde ele argumenta que o diploma morreu para dar lugar ao portfólio. Lá no meio ele diz uma frase que eu adoro: Diploma revela sua conformidade, portfolio seu lado único.

“O modelo clássico de educação treina alunos a encontrar soluções de problemas que já foram resolvidos. O professor só desenha exames que ele consiga corrigir. E corrige eles medindo a distancia das respostas para uma única norma de excelência. O melhor aluno é quem melhor replica (raramente inventa) uma maneira de resolver o problema em questão.”

Em outras palavras, enquanto o portfolio mostra o quão ~diferentão~ você é, o diploma só mostra que você conseguiu concluir um programa que é exatamente o mesmo feito por centenas de pessoas antes de você. Despersonalização, padronização e homogeneização é o nome do jogo. Só lembrando, o modelo de educação que a gente tem hoje foi algo criado nos tempos da revolução industrial quando precisavam de um exército de mão de obra pra atender às demandas específicas da época. Então nada disso é coincidência, a padronização que falei ali em cima não só é um efeito desejável como é by design *mesmo.*

Em um dos TED Talks mais vistos de todos os tempos, Sir Ken Robinson cita um estudo que concluiu que 98% das crianças em idade pré-escolar tinham o nível de imaginação comparável ao de um gênio. Ao chegar à idade adulta, apenas 2% dessas mesmas crianças mantiveram o mesmo nível de imaginação.

Felizmente a gente tem no Brasil um monte de mentes brilhantes pensando sobre os problemas relacionados à educação e usando a tecnologia para hackear a escola: algumas das startups mais promissoras e brilhantes do Brasil estão neste setor. Por este motivo, como membro dessa comunidade, resolvi fazer este humilde levantamento das startups de educação atuando no Brasil. Nesse levantamento você vai ver de tudo, desde startups que complementam as escolas tradicionais, resolvendo um problema ou melhorando algum aspecto específico, até aquelas que rompem completamente com a lógica tradicional da escola pra propor algo completamente diferente — como nós no Le Wagon.

A ideia aqui não é tentar colocar todo mundo no mapa, isso já foi feito pela ABS que tem um comitê EduTech e faz um levantamento bem completo e permanente sobre o tema. O que fiz foi me inspirar nessemapeamento gringo, pra criar um “starters guide” pro cara que não sabe nada do assunto começar a se familiarizar com algumas das iniciativas que mais me chamaram a atenção. Por favor me ajudem com as eventuais ausências grotescas e gritantes.

Agrupei as iniciativas da seguinte forma:

1. Plataformas de aprendizado online

De Rocket Science a como lavar louça, dá pra aprender de tudo na Internet. Nessa categoria a gente tem desde market places (por falta de uma categoria melhor) como o Beved até seu irmão corporativo o Aio, passando por plataformas como Eduk (o Netflix dos cursos online), Descola e Descomplica, esta focada em ENEM e Vestibulares.

2. Ferramentas de estudo inovadoras

Usam a tecnologia para tornar as horas de estudo mais divertidas ou eficientes. Os nomes que me saltam à cabeça são Geekie e Qranio .

3. Sistema de gestão em educação

São aquelas que organizam a vida do professor ou do aluno, ajudam na comunicação, entregar trabalhos, distribuir conteúdo. Nessa categoria temos a AppProva, Deskeee, Sílabe e a Geekie também atua nessa aqui com o Geekie Lab.

4. Educação Tecnológica

Nessa categoria entram as iniciativas, presenciais ou não, que ensinam tecnologia. Udacity, um dos principais nomes em Ensino a Distância neste setor, entrou na lista pois tem presença no Brasil e oferece cursos em português. Gama Academy e Master Tech preparam profissionais de diversas áreas para atuarem em empresas de tecnologia e o Le Wagon com o bootcamp super intensivo que coloca qualquer pessoa programando em nove semanas.

5. Educação Tecnológica para Crianças

Em um mundo onde a tecnologia é tão presente em nossas vidas, é natural que muitos pais comecem a se perguntar como será o futuro das crianças que não a dominam completamente. SuperGeeks, Happy Code e Buddys são escolas que ensinam linguagens de programação para crianças. Já o MundoMaker, com um projeto educacional incrível baseado na Aprendizagem Criativa usa a tecnologia de uma forma mais ampla, como caminho para educar.

6. Reinventando a escola

São aquelas empresas que de certa forma estão repensando a escola tradicional ou propondo alguma metodologia ou caminho diferente. Nessa categoria eu coloco Mesa e Cadeira (que assim como nós acreditam no fazer como forma de aprendizado), Mesha, Perestroika e também escolas como a EBAC. Também não poderia deixar de citar os FabAcademy operando dentro do Brasil — o do INSPER e o da Facens em Sorocaba.

E aí, na sua opinião faltou alguém nessa lista?

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