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Mulheres da Tecnologia — Sim, elas fazem a diferença!

Mulheres programando, a diferença que elas fazem no mercado.

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Você sabia que o primeiro algoritmo foi criado por uma mulher? Isso mesmo! Em 1842, a matemática e escritora inglesa, Ada Lovelace desenvolveu o primeiro algoritmo durante o seu trabalho no projeto de Babbage. Ela é considerada a mãe da programação, quando já descrevia as operações lógicas de uma máquina mais de um século antes de existir o computador como entendemos hoje. Esta personagem serve para nos lembrar a importância das mulheres para a tecnologia.

Existem alguns nomes femininos que impactaram a área, mas não são lembrados ou muito conhecidos, como Grace Hopper, Edith Clarke, Carol Shaw e Michelle Simmons. O filme “Além do tempo”, conta uma história verídica e praticamente desconhecida de 3 cientistas da NASA na década de 60. Elas eram afro-americanas e enfrentaram todo o preconceito de seu tempo para dar valiosas contribuições ao país, que vivia o auge da corrida espacial.

Ainda hoje o mercado de TI é dominado quase que exclusivamente por homens. Além da falta de referências femininas nas áreas de exatas, vivemos em um cenário em que poucas escolas incentivam suas alunas a programarem. No Brasil, somente 15% dos alunos matriculados em cursos de ciência da computação e engenharia são mulheres. A maioria delas desistem ainda no primeiro ano, segundo a Sociedade Brasileira de Computação. Uma pesquisa da consultoria americana McKinsey estima que, se houvesse equidade de gênero no mundo, o PIB global teria um aumento de aproximadamente US$ 28 trilhões em 10 anos.

Nesta série de reportagens, conversaremos com algumas programadoras sobre a carreira e os desafios de trabalhar com tecnologia.

Mariana Fiúza, 28 anos, estudou engenharia da computação pela California University of Pennsylvania, em 2012. Hoje ela é analista de processos de TI na Locaweb e desenvolvedora da Vittude, uma startup que conecta psicólogos e pacientes. “Comecei a faculdade em 2008 sem saber uma vírgula de programação, desde então venho aprendendo e me apaixonando cada vez mais pela área”, diz.

Para a engenheira é preciso tirar o estigma de que tecnologia é algo super complexo e que não é para todo mundo. “Embora tenhamos tido muitos avanços com iniciativas bem legais de inclusão da mulher na área, ainda existem muitas meninas com o mindset de que tecnologia não são para elas”, explica. Para Mariana, programação e tecnologia não tem gênero, ela faz parte da vida de todos e não deveria ser vista como um bicho de sete cabeças.

Hoje existem várias empresas que estão implementando políticas para corrigir essa desigualdade de gênero. Na Locaweb existe um programa chamado “Quero ser DEV” que busca pessoas que não tenham o mínimo conhecimento na área, mas que estejam interessadas em aprender. Embora não seja exclusivamente voltado para mulheres, ele dá a abertura para pessoas que não tenham formação em tecnologia e promove um ambiente de aprendizado para que essas pessoas possam aprender e atuar na área. “A participação das mulheres ainda é muito baixa, mas já dá pra ver uma ou outra integrando as equipes de desenvolvimento, coisa que não acontecia antigamente”, comenta.

Outra programadora que conversamos é a jovem Carolina Karklis, de 19 anos. Ela está há pouco tempo na tecnologia, mas super empolgada pelo mundo dos códigos. A garota cursava a faculdade de Análise de Sistemas, porém sentia falta de algo mais prático no ensino, especialmente porque tinha a vontade de se tornar programadora. “Por conta dessa frustração, comecei a pesquisar cursos mais práticos na internet”, diz. Nessa época, encontrou o Le Wagon, onde participou de um evento gratuito para conhecer a metodologia de ensino aplicada no curso. “Fiquei impressionada com a facilidade de aprendizado, a forma de ensinar e explicar, mostrando como se faz”.

Para a estudante, a falta de representatividade é o maior desafio da área. O ambiente majoritariamente masculino gerava uma certa insegurança no começo. “Vi muitas meninas desistindo por não se sentirem motivadas”, lamenta. Outro obstáculo é o sexismo: “Muitas vezes duvidam do seu conhecimento, fazendo vários comentários para tentar te diminuir ou te explicam mil vezes a mesma coisa achando que você não entendeu (por mais que você diga que entendeu) ou mesmo ouvir comentários de que “mulher não se dá muito bem com lógica”. Hoje Carol é desenvolvimento de software fiscal em uma fintech de São Paulo e apoia iniciativas como Rails Girls e Pyladies.

As duas entrevistadas são a prova de que é possível vencer todos os preconceitos e deixam algumas dicas para quem quer começar a programar e não sabe por onde: “Simplesmente comece. Deixe o medo de lado por um momento e inicie com as coisas simples. Hoje existem diversos tutoriais para quem está começando, e uma vez que você começa a aprender sobre tecnologia, se dá conta que as coisas são muito mais simples do que se imagina e estão muito mais próximas do nosso dia a dia do que parecem”, diz Mariana.

Já Carol pede para não se afobar “Eu mesma já quis jogar o computador pela janela porque não me senti capaz de escrever uma linha de código. O importante é a motivação. Se puder, procure comunidades de programadoras, procure um mentor, um grupo de tecnologia. Um lugar legal para conhecer pessoas da área é o aplicativo Meet Up. Todas nós temos receios, eles sempre vão estar presentes. O importante é não deixar que esse receio te impeça de ir atrás do que você quer”, incentiva.


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