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Que linguagem é melhor para aprender a programar?

O que devo aprender primeiro? Python ou PHP? Ruby ou JavaScript? Qual a melhor linguagem para se aprender a programar? Se você está se fazendo essas perguntas, você está se fazendo as perguntas erradas!

Que linguagem é melhor para aprender a programar?
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Toda vez que alguém pergunta “Que linguagem de programação devo aprender primeiro” um gatinho de Internet morre afogado por um meme do Dollyinho. Essa mesma pergunta também vem nas formas: O que devo aprender primeiro? Python ou PHP? Ruby ou JavaScript? Se você está se fazendo essas perguntas, você está se fazendo as perguntas erradas!

Já estou ouvindo o estimado leitor perguntar: “E qual a pergunta certa então, sabichão?” 

Permita-me fazer um pequeno suspense antes de responder, senta aí e me acompanha no raciocínio:

1 —Domínio de uma (ou mais) linguagens de programação é apenas uma pequena parte do cinto de ferramentas de um bom programador. 

 Se você está alimentando a ilusão de que vai fazer um curso para se especializar em uma linguagem X e acha que isso vai ser suficiente pra construir uma carreira neste mundo, o senhor ou a senhora estão estrogonoficamente enganados. Um bom programador (ou programadora) é antes de tudo um bom resolvedor de problemas. Ele é organizado e sabe trabalhar de forma colaborativa. Ele desenvolveu seu raciocício lógico e consegue quebrar um problema conceitual gigamonstro em uma série de instruções concretas e precisas — o famoso computational thinking da Jeannette Wing. Ele é curioso, sabe aprender, é na maior parte do tempo auto-didata e por causa disso adquiriu uma boa base teórica

Então, se você começa sua jornada se perguntando qual linguagem você deve aprender, talvez você não esteja ciente disso ou dando o devido valor a outros pontos que você deveria levar em consideração na escolha de um caminho. Como desenvolver aquelas habilidades que destaquei ali em cima? Você pensou sobre isso?

2–Nenhum dev que se preze se contenta em saber apenas uma linguagem. 

Se você tem só um martelo, todos os seus problemas vão ter cara de prego. Um bom dev é versátil. Sabe escolher a ferramenta mais adequada de acordo com a cara do problema. Se preciso for, ele é capaz até de aprender uma nova linguagem do zero. Se você é bom em teoria musical, aprender um segundo ou terceiro instrumento é mamão com açúcar... você não vai precisar decorar todas as escalas de novo. No mundo da programação é a mesma coisa, muitos dos conhecimentos são transferíveis para uma nova linguagem, preocupe-se em ter um bom domínio sobre estes conceitos básicos e você estará pavimentando um futuro com mais possibilidades pra você. 

Assim como no mundo da música, se você quer ser bom em programação é preciso se preparar para uma vida de eterno estudo. Se você acredita em solução milagrosa, acha que do dia pra noite vai aprender tudo o que precisa pra se tornar um programador topster, talvez haja outras carreiras mais adequadas ao seu perfil

3–Programar vai muuuito além de simplesmente caga… er… cuspir linhas de código.

Mitchel Resnick, Professor do MIT Media Lab e pai do Scratch costuma comparar o ato de programar ao ato de escrever. Segundo ele, a escrita e a programação são, antes de tudo, ferramentas de expressão. Ainda segundo ele, a fluência em programação não significa apenas entender alguns conceitos avançados ou estratégias de resolução de problemas mas sim possuir também a habilidade de se expressar usando as ferramentas digitais. Quando a gente olha pra produtos como o Facebook, Uber ou iPhone, eles são a mais pura expressão da visão de mundo de seus criadores.

4 — Conhecimento fica obsoleto. Habilidades não. 

Linguagens evoluem, novas tecnologias surgem todos os dias e também todos os dias um tanto de outras tecnologias vão parar no país das coisas que ninguém lembra #sddsflash. Modinhas passam. As únicas duas coisas que a gente pode afirmar com certeza que vão ficar para sempre são as habilidades que você desenvolveu ao longo de sua vida e o especial de fim de ano do Roberto Carlos na Globo.

Saber comunicar bem, negociar, resolver problema, trabalhar em conjunto, respeitar o coleguinha nunca vai sair de moda. 

Durante um tempo eu era a última moda bicho!
Muita gente acha que é melhor aprender linguagem da moda, pois assim vai conseguir um emprego mais fácil… Você já deu uma olhada pra saber a cara que têm os anúncios de emprego pra dev? Não? Então aproxegue-se, que eu serei seu guia:

Dois exemplos de anúncios para vagas de dev pleno postadas por grandes startups. Você acha que a ênfase destes anúncios está na linguagem ou nos outros tipos de competências?

“Poxa Americano, então você tá me dizendo que não importa que linguagem aprender primeiro?” 
Não amigão, estou dizendo que esta não deve ser a sua ~principal~ preocupação na hora de definir o seu caminho (falo mais sobre estas opções de caminho neste outro texto). A linguagem é apenas uma das coisas que você deve colocar em sua balança. 

O que estou tentando dizer é que, na minha humilde opinião, mais importante do que a linguagem, é buscar desenvolver aquelas outras habilidades que falei ali em cima. 

“Mas tio, como eu faço isso?”
Bom, vamos lá: acredito muito no aprender fazendo, ninguém aprende a programar lendo livros (bota reparo na palavra só). Agora sim respondendo à pergunta lá de cima: Você tem um amigo ou amiga que programa? Cola nele e começa a estudar a linguagem em que ele é mais ninja, troque mentorias por cerveja, faça projetos, peça dicas. Tem algum meetup de dev movimentado em sua cidade? Cola nos cara e faça perguntas, peça dicas, mentorias. Entenderam? O mais importante é fazer, é tentar criar situações em que vá estar aplicando seus conhecimentos pra criar coisas e solucionar problemas reais (ou apenas se divertir). Assim como no exemplo do instrumento musical que dei lá em cima, ninguém aprende a programar sem colocar a mão na massa e é assim, recebendo mentorias, ouvindo feedbacks, trocando ideias, que você vai em grande parte desenvolver sua capacidade de organização, colaboração, comunicar sobre uma ideia tecnológica, negociação e por aí vai.


Estes são alguns dos princípios que guiam nosso trabalho no Le Wagon. Tudo o que a gente faz é pra estimular os alunos a desenvolverem este mindset mais proativo e voltado pra resolução de problemas. Em um outro texto eu dou mais detalhes sobre como a gente faz isso e explico porque somos considerados o melhor bootcamp de programação do mundo


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